domingo, 10 de dezembro de 2017

Venda de lotes no Sol Nascente.

Quem pode, pode…..



O Edital 08/2017, da Terracap, anunciando lotes à venda no Distrito Federal, dia da realização 21 de dezembro de 2017, seria , apenas, mais um edital como tantos outros da maior imobiliária do DF. No entanto o item de numero 40 (806371-0), chamou a atenção deste blog e outros amigos atentos!
Endereço do imóvel: SHSN TR 01 QD 601 ÁREA ESPECIAL 02 - CEILÂNDIA.
O Endereço é do Setor Habitacional Sol Nascente, trecho 01, ainda em fase de regularização.
Sobre o tema, gostaríamos de fazer algumas reflexões e ponderações:

1) A ação parecer ser legal, pois a venda está sendo veiculada através da modalidade de licitação, embora muitos não tenham o hábito de consultar a publicação.

2) O comércio, a compra e venda de lotes em uma área que, ainda, passa por um processo de regularização, lento, incompleto e com várias indefinições, não deveria ser fomentado pelo governo, para fazer caixa. 

Figura 04
Figura 02
3) Dirá o governo: As terras pertencem ao governo, que pode dispôr delas de acordo com sua conveniência. Ocorre que o lote em questão, até pouco tempo, era parte integrante de uma chácara (Figura 04) que foi desapropriada para a instalação de EPC-Equipamentos Públicos Comunitários e como poderemos averiguar, no mapa da previsão do projeto urbanístico(figura 02), no local vizinho do lote previsto para venda, serão construídas 01 escola de ensino fundamental, de 7.374,22 M2 e 01 posto de saúde, de 509,30M2, portanto o "sortudo" comprador estará com vizinhança privilegiada.

4) Pelas características, a área não poderia ser usada para assentar famílias removidas, porém seria perfeita para instalação de um outro EPC Como, por exemplo: Delegacia, SEDEST, CRAS,Creche, etc.

Figura 03
5) Somente na figura 03, parte do trecho 01, existem outras 02 grandes áreas (amarelo), que, provavelmente serão vendidas pelo governo, em todo o trecho 01 serão 07 grandes áreas.

6) Algumas dessas áreas, poderiam ser utilizadas para a fixação de famílias que, ainda, não foram relocadas pelo governo, como as dezenas de famílias da Nova Jerusalém no trecho 01 e várias outras dos três trechos.

7) Porque nunca divulgaram, em nenhuma fase do processo, que os terrenos projetados na regularização como "institucionais" seriam postos à venda pelo governo?
Postas nossas considerações, cabe ao governo arcar com o inevitável desgaste que o assunto, certamente, trará.

Pode, até ser legal, mas é moral? Ético? Justo?

solnascentehoje.blogspot.com

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